O feedback duro que me ensinou a liderar de verdade

A transição de técnico para líder

Eu vim do mundo técnico. Comecei como desenvolvedor júnior e fui crescendo e aprendendo até me tornar especialista.

Minhas avaliações eram excelentes. Eu era o cara da arquitetura, das boas práticas e sempre era destacado pela minha entrega individual.

Até que fui promovido a líder. Afinal, eu era o melhor técnico do grupo, “fazia todo o sentido”.

Mas ninguém tinha me preparado para isso.

Isso já tem algumas décadas, mas até hoje vemos excelentes técnicos promovidos a líderes sem qualquer preparo para liderar pessoas.

A armadilha do Líder Bombeiro

Achei que bastava continuar sendo “eu” para ter sucesso. Foi aí que caí na armadilha de virar o Líder Bombeiro.

Eu vivia apagando incêndios. Se o time não fazia, eu fazia por eles. Se a qualidade não era excelente, eu mesmo corrigia.

Naquela época, eu achava que a minha dedicação extrema era o suficiente para ser um bom líder. Eu estava muito enganado.

(Inclusive, falei sobre o Líder Bombeiro neste artigo recente:
https://mvellosoacademy.com.br/2026/03/26/lider-bombeiro/

O feedback que eu precisava ouvir

Lembro bem da minha primeira avaliação de desempenho como líder. Foi desastrosa.

Entrei na sala esperando reconhecimento pela minha “dedicação extrema” e saí com uma avaliação péssima.

O recado foi duro: o time não entregava com qualidade e eu estava focado em executar, não em liderar. Meu foco foi em resolver problemas técnicos, não em desenvolver pessoas. Não executei um bom papel como líder.

Aquele feedback foi difícil de engolir, mas eu realmente precisava ouvir aquilo. Ele me deu a clareza de que eu tinha gaps enormes para resolver.

Orquestrar resultados em vez de executar tarefas

Quando entendi o meu gap e trabalhei nele, o jogo virou.

Deixei de apagar todos os incêndios, desenvolvi o time e as entregas melhoraram absurdamente. E voltei a ser muito bem avaliado nos anos seguintes.

A lição que eu deixo é que a liderança não é medida pelo que você executa tecnicamente. É medida pela sua capacidade de orquestrar o resultado através de outras pessoas.

E quando o time não entrega o esperado, o problema geralmente é a falta de alinhamento e de um feedback claro e objetivo.

Por que o feedback não é uma receita de bolo?

Eu sei, dar feedback não é fácil.

O que ensinam por aí é o básico, como “separe fatos de julgamentos”. Isso é importante, mas a vida real exige muito mais.

Lidamos com pessoas de comportamentos diferentes e situações que muitas vezes fogem do roteiro. O liderado pode ficar reativo, combativo ou simplesmente calado.

Ou pode estar passando por uma situação complicada pessoalmente e desmoronar na hora do feedback.

Não existe uma receita de bolo pronta que funcione para todos. E você precisa saber conduzir a situação com maestria.

Como estruturar um feedback sem fórmulas mágicas

Pensando nessa complexidade, criei um treinamento que ensina como dar feedback. 

Consolidei meus 30 anos de experiência em um método prático para ajudar o novo líder a dar feedbacks claros, objetivos e sem depender do “humor do time”.

Não é fórmula mágica. É método baseado em situações do dia a dia da nova liderança. Se quiser conhecer a estrutura que eu apresento, deixei todos os detalhes aqui: https://mvellosoacademy.com.br/pratica-feedback/

E você? O que acha da importância de saber dar (e receber) um bom feedback? Deixe a sua opinião aqui nos comentários.

Sou Marcelo Velloso, mentor de liderança e criador da MVelloso Academy .  

Gostou do conteúdo? Meu trabalho é ajudar profissionais como você a dominarem estas competências na prática. Para uma imersão completa, conheça as formações e mentorias  da MVelloso Academy.